quinta-feira, 13 de março de 2014

JERÔNIMO SAVONAROLA

JERÔNIMO SAVONAROLA

Introdução

Jerônimo de Savonarola era filho de pais letrados, porém mundanos. O avô paterno dele era um famoso e influente médico na corte de duque de Ferrara. Os pais de Jerônimo se esforçaram ao máximo para que ele assumisse o lugar do avô, mas não conseguiram.
         
Desde de criança Jerônimo tinha o costume de orar, ao se tornar adulto este desejo clamoroso da oração cresceu demasiadamente. Fora influenciado diretamente pelos escritos de Tomaz de Aquino.

A igreja na Itália, propriamente em Florença, se entregava de forma devasta a vícios, pecados e ostentação aos ricos. Todavia a sociedade vivia um período de pobreza terrível. Tal realidade incomodava e inquietava Jerônimo Savonarola.

Jerônimo chegou a namorar uma garota de Florença, mas ela se demonstrou muito orgulhosa e desprezava a família dele. Após este fato ele desistiu de se casar, assumiu uma vida monástica, pois ficou enjoado com o mundo profano e pervertido a sua volta, marcado por injustiças e desigualdades.

Ao chegar no convento não foi presunçoso pedindo o privilégio e regalias de um monge, entretanto, solicitou que trabalhasse na cozinha e na horta. A atitude de Jerônimo demonstrou humildade, sinceridade e dedicação, tais características foram cruciais para o colocarem como professor de filosofia do mosteiro.

A vida monástica contribuiu grandemente para que a devoção de Savonarola para com Deus aumentasse. Jejum, oração, leitura, contemplação e reflexão marcaram sua existência.

Morou sete anos no mosteiro de Bolongna e posteriormente foi transferido para o convento de São Marcos, em Florença, onde ficou mais de oito anos. Rapidamente se tornou o pregador oficial, tinha a disposição toda biblioteca, entretanto se dedicava cada vez mais à leitura exaustiva da Bíblia Sagrada.

As pregações de Jerônimo combatiam a desigualdade social, a impiedade dentro da igreja e a frieza espiritual. Sua voz percorria os lugares anunciando santidade ao Senhor, desafiando a Igreja a viver Cristo Jesus, antes que sobrevenha grande vingança de Deus.

Conta-se que em um dado momento, no culto, Savonarola estava sentado no púlpito quando lhe sobreveio uma visão, ficou imóvel por cinco horas. Experiências como esta se tornaram comuns, o que impulsionava Jerônimo a pregar com mais ousadia.

O número dos que vinham aos cultos foi aumentando rapidamente, há relatos de pessoas que se levantavam à meia-noite e esperavam nas ruas até a hora de abrir a Catedral de Duomo.

Lorenzo Medici, regente de Florença, tentou de todas as formas possíveis desmotivar e fazer com que Savonarola parasse de pregar sobre pecado e corrupção no governo e na igreja. Contrataram o Frei Mariano para pregar contra Savonarola, mas ninguém lhe deu ouvidos. Todas a tentativas foram em vão, nada conseguia calar esta chama que Deus levantou para incendiar uma geração.

Jerônimo profetizou que Lorenzo, o Papa e o rei de Nápoles morreriam no prazo de um ano, e assim aconteceu. Com a morte de Lorenzo, Carlos VII, da França, invadiu a Itália, aumentando a influência de Savonarola.

Gradativamente o povo abandonava a literatura mundana para ler a Bíblia e os sermões de Jerônimo. Uma mudança radical imperou: os ricos começaram a socorrer os pobres e oprimidos, as diferenças sociais não mais separavam a Igreja. A vida cristã novamente estava sendo resgata, o caráter de Cristo estava sendo evidenciado.
Ao longo dos anos, a Cadetral de Duomo ficou pequena. Multidões vinham buscar a face de Deus e se arrependerem dos pecados.

Savonarola não viveu muito, foi excomungado e no ano 1498, por ordem do Papa, foi enforcado e queimado em praça pública.

As últimas palavras de Jerônimo Savonarola foram: “O Senhor sofreu tanto por mim!”.


Destruíram o corpo deste precursor da Grande Reforma, mas não conseguiram apagar a chama de santidade e arrependimento que foi posta na Igreja e no mundo.
Jerônimo Savonarola foi um dos maiores e mais dedicados mártires de todos os tempos. Cumpriu com eficácia o propósito de Deus, transformou um povo racional, corrupto, egoísta e orgulho em homens e mulheres apaixonados por Cristo. 

Um comentário:

  1. Li esse texto porque encontrei o nome de Savonarola no livro Harpas Eternas volume I, quando explicavam sobre os essênios. Estou encantada com a vida e dedicação desse povo perseguido.

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