quinta-feira, 1 de setembro de 2016

PRINCÍPIOS PARA FORTALECER O CASAMENTO

I) Não veja seu cônjuge como um “messias” que irá resgatar você de todos os seus males e infelicidades.
II) Assumam o compromisso mútuo de reavivar a chama do casamento (Pv 26.20). “Sem lenha, o fogo se apaga”. Tudo quanto se abandona, deteriora-se, decompõe-se. Para manter o casamento é necessário, todos os dias, “colocar madeira” para que a chama conjugal não se apague.
III) Importe-se suficientemente, para buscar possíveis mudanças positivas no seu casamento. Pequenas mudanças podem produzir grandes resultados.
IV) Construa a compreensão mútua. Procure compreender, para depois ser compreendido.
V) Fique de olhos meio fechados, seja flexível: você não é perfeito. Não seja perfeccionista. Todo perfeccionista esconde um complexo de inferioridade. Seja exigente consigo mesmo, mas tenha paciência com o outro.
VI) Crie um espaço “neutro”, onde cada cônjuge possa expressar suas divergências e sua raiva, para não guardar ressentimentos.
VII) Respeite a individualidade sem abrir mão da mutualidade. Quando há liberdade com responsabilidade, o amor e o relacionamento tendem a florescer.
VIII) Desfrute dos aspectos sexuais, dados por Deus em seu casamento. Não faça do sexo o centro (“sexolatria”= obsessão) da sua vida conjugal; porém, o tenha como uma necessidade humana, física e emocional.
IX) Acrescente bastante “óleo do Espírito Santo” em seu casamento. O Espírito Santo é o agente divino que pode fazer o casal crescer a cada dia na intimidade e comunhão.
X) Nunca se esqueça de que a prestação de contas é uma válvula de escape que não pode faltar. Prestar contas é responder às perguntas daquele que tem o direito - como sócio - de examinar, questionar, apreciar e aconselhar.
XI) Edifique sobre as qualidades do cônjuge. Acentue o que é positivo no cônjuge. Pratique um comportamento positivo. Mantenha as coisas numa perspectiva adequada. O que passou, passou. Olhe para a frente.
XII) Mantenha seu senso de humor. Uma boa dose de humor é como lubrificante social dentro do relacionamento de um casal e de uma família.

Pr. Josué Gonçalves

terça-feira, 19 de julho de 2016

MINISTROS DE CRISTO

Que os homens nos considerem como ministros de Cristo... 1Co 4:1



Parece que todos desejam ser reconhecidos como ministros. Até 
ministro de louvor inventaram, para que o que canta não seja apenas músico, cantor ou adorador, mas "ministro", e por conta disso, digno de reconhecimento. Numa leitura rápida do texto em epígrafe parece que estão seguindo o exemplo de Paulo em suas reinvidicações, pois ao que tudo indica ele está exigindo que "os homens nos considerem como ministros de Cristo". Será?
Primeiro, devemos considerar o termo usado por Paulo para "ministro". A palavra grega usada é hupereta. A palavrinha esquisita significa, literalmente, "remador inferior" ou"remador subordinado". É um termo de origem militar que servia para distinguir, numa embarcação de guerra, o soldado dos que ficavam no andar de baixo, remando sob o comando de um líder, ao som de um tambor. A ideia, pois, não é de alguém à frente ou acima de outros, mas ao contrário, de pessoas que fazem um trabalho invisível, num nível inferior aos demais tripulantes. Sendo Corinto uma cidade portuária, o termo era bem conhecido dos leitores originais de Paulo.
Tendo compreendido o significado do termo, podemos considerar o motivo pelo qual Paulo o escolheu (ele tinha outras opções, como doulosdiakonostherapon, etc.). Em suas próprias palavras, ele explica: "apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro" (1Co 4:6). Prossegue o apóstolo em sua repreensão dizendo "quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido" (1Co 4:7).
Os crentes de Corinto pareciam muito senhores de si mesmos, julgando-se melhores que os outros. "Já estais fartos! já estais ricos! sem nós reinais!" (1Co 4:8) foram as palavras duras de Paulo para os membros daquela igreja. Para mostrar o absurdo do orgulho deles é que o apóstolo escolhe um termo que indica uma posição servil e não de destaque. A indireta paulina fica explícita quando ele diz "Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis" (1Co 4:10). Ao invés de gritar palavras de ordem diante das pessoas, o ministério de Paulo consistia de trabalho servil: "E nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos"(1Co 4:12).
Charlton Heston como hupereta no filme Ben Hur

A esta altura, fica claro que a idéia que Paulo fazia de ministério vai muito longe da idéia moderna. Ao pretender ser reconhecido como ministro de Cristo, Paulo esperava que os homens o vissem não sob o brilho de palco, mas no andar inferior e mal iluminado de um navio. Ao invés de estar "fazendo ministração durante o louvor", ele se via como um remador subordinado ao ritmo monótono de comando "remem, remem, remem". Em vez de comandar o exército de Deus, ele se colocava num nível abaixo até mesmo do recruta menos qualificado. E queria ser reconhecido pelos demais tripulantes como pertencendo a essa classe inferior.
Será que Paulo estava apenas fazendo um discurso com o fim de chocar seus leitores, mas que na realidade ele considerava que sua condição de ministro de Cristo o posicionava acima de outros irmãos? Não é o caso, uma vez que ele declara "porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens" (1Co 4:9) e"até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todo" (1Co 4:13). Se um apóstolo é visto assim, que dizer de um ministro moderno?
Será que os que buscam ser reconhecidos como ministros disso ou daquilo, estão dispostos a descer ao andar de baixo? Estariam dispostos a ser reconhecidos, não como a elite do culto ou da igreja, mas como aqueles aos quais o Senhor escolheu para humilhá-los para o bem da igreja? Somente os que assumem a posição de servos e não de senhores da igreja, que trocam o estrelismo pelo serviço anônimo e desinteressado é que são, de fato, ministros de Cristo.
Soli Deo Gloria

Por: Clovis Gonçalves

sexta-feira, 3 de junho de 2016

URIM E TUMIM

URIM E TUMIM


Nome de um ou mais objetos pertencentes ao Racional do Juízo que o sumo pontífice trazia ao peito de modo que estivesse sobre o coração do sacerdote quando se apresentava diante do Senhor (Ex 28.30; Lv 8.8).

Estes objetos, provavelmente, eram guardados em uma dobra do Racional do Juízo, ou por baixo dele. Por meio do Urim e Tumim, o sumo sacerdote consultava a vontade de Deus em casos difíceis. Este processo não era aplicável a casos particulares, nem a interesses privados, e somente sobre negócios de interesse público. Por isso mesmo, o lugar do Urim e Tumim era no Racional do Juízo, onde se achavam gravados os nomes das doze tribos de Israel sobre pedras preciosas.

Por meio do Urim e Tumim, se consultava a vontade de Deus acerca de assuntos judiciais e de negócios públicos (Nm 27.21; cp. Js 9.14; Jz 1.1; 20. 18,23,27,28; 1Sm 10. 22; 14.36-42; 22.10,13; 23. 9-12; 28. 6; 30.7,8; 2Sm 2.1; 5.19, 23,24).
O Urim e Tumim eram consultados, não só onde estava a arca, (Jz 20.27,28; 1Sm 22.10), como em qualquer outro lugar onde estivesse presente o pontífice devidamente autorizado.
As respostas eram simples, consistindo em afirmativas ou negativas, nem sempre era este o caso (1Sm 10.22; 2Sm 5.23,24). Ocasionalmente, também, quando o pecado havia interrompido a comunhão com Deus, não havia respostas (1Sm 14.37; 28.6).
Não se encontram referências ao Urim e Tumim, depois do reinado de Davi. Depois da volta do cativeiro, nenhum dos sacerdotes usava o Urim e Tumim ( Ed 2.63; Ne 7.65). Somente o sumo sacerdote poderia gozar o privilégio de consultar o Senhor por meio do Urim e Tumim. Este privilégio constituiu a glória da tribo de Levi (Dt 33.8).

Tem havido diferentes explicações sobre o Urim e Tumim.
Por exemplo: procuram descobrir analogia com as insígnias de que usava o sacerdote egípcio, quando funcionava como supremo juiz. Dizem os escritores clássicos que ele trazia um emblema suspenso ao pescoço por uma cadeia de ouro, representando a verdade, somente enquanto duravam as suas funções de juiz, que colocava sobre a pessoa a favor de quem pronunciava a sentença. Não existem provas que indiquem que tal insígnia também servisse para consultar a vontade divina.
Outros são de parecer, que por ocasião de o sacerdote vestir o éfode com o Urim e Tumim e fazer oração a Deus, ocorria-lhe uma idéia, cuja origem divina se confirmava por um brilho estranho produzido pelas pedras preciosas do Racional do Juízo, ou peitoral. Deste fenômeno se originou a palavra Urim, que quer dizer luzes. Tem-se pensado que as respostas se percebiam através de um brilho sucessivo das letras que formavam os nomes próprios, gravados nas pedras; mas para nada dizer sobre o fato de que o alfabeto completo não havia produzido estes nomes, e que em várias das respostas de que há notícia, existem letras que não se encontram nas pedras, a idéia integral cheira aos milagres inventados pelos sacerdotes gregos e romanos, inteiramente estranhos aos métodos e concepções do ritual hebraico.

Existem apenas duas teorias dignas de atenção.

1) O Urim e o Tumim eram um ou mais acessórios do éfode e que dele se podiam separar para serem usados à maneira de dados, e pelo modo por que caíam, revelavam a vontade de Deus. Esta é realmente uma concepção possível, mas sem provas a seu favor. Procuram firmar esta teoria, dizendo que duas vezes se faz referência ao lançamento de sortes, em íntima conexão com as consultas ao Urim e Tumim (1Sm 10. 19-22; 14.37-42). Neste último caso, Saul rogou ao Senhor que lhe desse a conhecer por meio da sorte porque é que não respondia ao seu servo. A palavra usada no original é thamim; que se pronunciava thummim. Assim sendo, o Urim e Tumim era uma espécie de sorte. Mas nas duas passagens citadas, o lançar as sortes é ato distinto de consultar o Senhor, e se realizava para propósito diferente daquele que pedia conselhos.

2) O Urim e Tumim não fazia manifestações exteriores, era antes um símbolo. O sumo sacerdote vestia o éfode com o Urim e Tumim, sinais de sua investidura para obter a luz e a verdade, como as duas palavras indicam, a fim de que pudesse buscar o conselho de Jeová da maneira por Ele indicada. Humildemente punha diante de Deus a sua petição. A resposta vinha-lhe à mente; e como tivesse feito o seu pedido de acordo com as Instruções divinas e baseada na promessa de que receberia luz e verdade, tinha-a como a expressão da vontade de Deus.
A fé em Deus baseava-se na evidência das cousas não vistas. Esta interpretação do Urim  e Tumim harmoniza-se com o espírito de todo o ritualismo do tabernáculo. A resposta consistia em uma iluminação interna, sem nenhum sinal exterior em paralelo com as revelações dos profetas.



Fonte: Dic. Bíblia John Davis

A HISTÓRIA DO PATO

A História do Pato

Havia um pequeno menino que visita seus avós em sua fazenda. 

Foi lhe dado um estilingue para brincar no mato. 
Ele praticou na floresta, mas nunca conseguiu acertar o alvo. 
Ficando um pouco desanimado, ele voltou para o jantar. 
No caminho ele viu o pato de estimação da vovó... e em um impulso, ele acertou o pato na cabeça e matou-o. 
Ele ficou chocado e triste! 
Em pânico, ele escondeu o pato morto na pilha de madeira! 
Sally (sua irmã) tinha visto tudo, mas ela não disse nada. 
Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: "Sally, vamos lavar a louça" 
Mas Sally disse: " Vovó, Johnny me disse que queria ajudar na cozinha " 
Em seguida, ela sussurrou-lhe: "Lembra-te do pato? ' Assim, Johnny lavou os pratos. 
Mais tarde naquele dia, vovô perguntou se as crianças queriam ir pescar e vovó disse: 
"Me desculpe, mas eu preciso de Sally para ajudar a fazer o jantar." 
Sally apenas sorriu e disse, "está tudo certo, porque Johnny me disse que queria ajudar" 
Ela sussurrou novamente, "Lembra-te do pato?" 
Então Sally foi pescar e Johnny ficou para ajudar. 
Após vários dias de Johnny fazendo o trabalho de Sally, ele finalmente não aguentava mais. 
Ele veio com a avó e confessou que tinha matado o pato. 
A avó ajoelhou, deu-lhe um abraço e disse: 
"Querido, eu sei... eu estava na janela e vi a coisa toda, mas porque eu te amo, eu te perdoei. 
Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar Sally fazer de você um escravo." 

Moral da história..
Qualquer que seja o seu passado, o diabo fica jogando no seu rosto (mentira, engano, a dívida, os medos, maus hábitos, ódio, raiva, amargura, etc ).... Seja o que for... 
Você precisa saber que Deus estava de pé na janela e viu a coisa toda, Ele viu toda a sua vida ... 
Ele quer que você saiba que Ele te ama e viu seu coração. 
Ele está apenas querendo saber quanto tempo você vai deixar o diabo fazer um escravo de você. 
Uma das grandes verdades acerca de Deus é que quando você pedir-lhe perdão Ele não somente perdoa, Ele se esquece. É pela graça de Deus que somos salvos. 

Lembre-se sempre:

Deus está à janela!

terça-feira, 1 de março de 2016

AS PRINCIPAIS FESTAS JUDAICAS

As festas judaicas, assim como todo o Antigo Testamento, estão relacionados a Cristo e a sua obra. Vamos fazer um breve estudo sobre as principais festas.


Páscoa
A Páscoa é uma Festa que lembra a libertação do povo Judeu da escravidão do Egito, para nós Cristãos, nos lembra de nossa libertação da escravidão do pecado através de Cristo. Jesus é o Cordeiro Pascal definitivo e provido por Deus para a salvação dos homens, conforme profetizado durante todo o Antigo Testamento, desde a queda do homem.
O cordeiro tinha de ser sacrificado no crepúsculo ou no início do entardecer, o horário das 3 da tarde (a hora nona) era a divisão entre a Oblação (oferta) menor e a Oblação (oferta) maior. Jesus foi crucificado às 9 da manhã do dia 14 de Nisan e morreu (expirou) às 3 da tarde (Marcos 15.25), sendo sepultado as 6 da tarde daquele mesmo dia.
Na pessoa de Cristo, essa Festa teve seu cumprimento máximo, na Cruz, onde foi cravada a cédula de nossa dívida com Deus (Colossenses 2.14).
Pães Asmos
A Páscoa é seguida de uma semana de Festa dos Pães Asmos (não levedados). No Antigo Testamento, fermento poderia ser leite; ovo ou qualquer outro ingrediente que, ao ser adicionado na massa, poderia causar a fermentação. Normalmente o fermento é a “levedura”, e a massa se leveda quando é adicionada outra massa contaminada, nessa massa fresca e pura (Gálatas 5.9). O termo fermento ou levedo, no seu sentido mais amplo, é qualquer coisa que pode causar uma mudança numa massa maior. Referente às escrituras, é qualquer coisa que corrompe um ingrediente quando é adicionado.
E no caso de Cristo, o que isso representa? Vejamos:
    • Ele é o pão da vida.
    • Ele não teve fermento.
    • Ele foi açoitado, dilacerado, traspassado e moído por nós. Curiosamente o Matzo (pão sem fermento) é cheio de sulcos na aparência, o Matzo é perfurado para que o calor do forno possa passar por todo seu interior e o Matzo é feito de semente esmagada.
Em Cristo a Festa dos Pães Asmos foi cumprida, pois ele é o Pão da Vida sem fermento, do qual devemos nos alimentar continuamente para termos vida e vida em abundância.
Primeiros Frutos (Primícias)
Durante o ano existiam alguns sábados (“Shabat“) extras conhecidos como “Shabaton” ou como “O Grande Shabat“. Esses sete “Shabaton” extras caíam em dias especiais do calendário e não exatamente nas noites de sextas-feiras. O primeiro Shabaton do ano é no dia 15 de Nisan. No ano em que Jesus morreu, o dia 15 de Nisan caiu numa quinta à noite e na sexta de dia. Portanto, houve dois Shabats, um logo após o outro, ou seja, um Grande Shabat para a Páscoa, no dia 15 de Nisan, e o outro no dia 16 de Nisan que foi um Shabat normal celebrado na sexta a noite e no sábado durante o dia. Isso só pode ser encontrado no Novo Testamento somente se for lido no grego em Mateus 28.1 onde a palavra traduzida para Shabat é, na verdade, Shabaton e indo atéMarcos 15.42 encontramos o texto dizendo claramente que “e portanto era o Dia da Preparação, isto é a véspera do sábado (Shabat), …”, veja também Mateus 26.62 e João 19.31. O “Dia da Preparação” refere-se a qualquer dia da semana, em qualquer data, antes de um Shabat.
A Festa dos Primeiros Frutos ou das Primícias teve seu cumprimento em Cristo através de sua ressurreição nesse dia, sendo assim Ele é o primogênito entre os mortos (Colossenses 1.18) para a vida eterna, Ele foi feito a primícia dos que dormem (1 Corintios 15.20). As manifestações descritas em Mateus 27.52-53 foram as Primícias de Cristo oferecidas a Deus Pai, aqueles santos que ressuscitaram foram os primeiros de uma imensa colheita que está para acontecer. A Festa das Primícias é a terceira e última Festa que Jesus cumpriu pessoalmente na Terra. Jesus estava presente fisicamente na Páscoa, nos Pães Asmos e nas Primícias. Ele subiu (ascendeu) ao céu depois de 40 dias, 10 dias antes do Pentecostes. Ele ainda virá fisicamente cumprir mais três Festas.
Pentecostes
Depois das Primícias conta-se o Omer (feixe), a contagem dos 50 dias é chamada de “contando oOmer“, contando os feixes. A nação de Israel ressuscitou quando saiu das águas do Mar Vermelho e 50 dias depois Deus deu a eles a Lei, a Torah. Jesus ressuscitou e 50 dias depois Deus nos concedeu o Ruach Ha’Kodesh (o Espírito Santo). Ambos os casos citados tem o mesmo propósito (João 16.13 e Gálatas 5.22-23).
A Festa hebraica é chamada Festa do Shavuot. Shavuot significa “semanas” e se refere as semanas que estão entre as Festas das Primícias e do Pentecostes. Nas Primícias, um feixe de “grãos ázimos” era movido perante Deus, exatamente como Jesus, sem pecados, foi movido (levantado) diante do Pai. No Shavuot, dois pães levedados (porosos) eram levantados diante de Deus. Já que os dois pães contem levedura (fermento), o que eles representam? Os dois pães são as duas partes da Igreja, a judia e a gentia, mas ambas contem pecado. O término dessa quarta Festa traz o encerramento das Festas das primeiras chuvas, as chuvas temporãs. Jesus falou sobre o Pentecostes em vários momentos, inclusive no dia de sua ascenção (Atos 1.4-9).

Podemos resumir as 4 primeiras Festas da seguinte forma:
Páscoa: Convocação pela morte do Messias.
Pães Asmos: Convocação pelo sepultamento do Messias.
Primeiros Frutos (Primícias): Convocação pela ressurreição do Messias.
Pentecostes: Convocação pela nomeação e delegação de poder ao povo dado pelo Messias.
Vamos observar agora as 3 Festas seguintes, relacionadas as últimas chuvas, a chuva serôdia, que estão para se cumprir. Como vimos nas 4 primeiras, Deus zela pelo cumprimento das Festas de acordo com seus significados e podemos esperar fatos relevantes também para as Festas de outono.

Trombetas
O dia 1 de Tishrei inicia a Festa das Trombetas ou Yom Teruah (O Dia do Estrondoso Despertar) ou ainda o Rosh Ha’Shanah (Cabeça do Ano, o dia do Som do Shofar). Essa é a única Festa que começa com a Lua Nova. O Shofar tinha suma importância na celebração do Ano do Jubileu. Como todos os meses do calendário, o primeiro dia de Tishrei começa com o brilho de uma lua nova. Os vigias no oriente de Israel ficavam observando até que surgisse o primeiro raio ou sinal da lua nova e esse sinal era transmitido rapidamente de vigia em vigia até chegar no Templo. O sacerdote ficava em pé no parapeito a sudeste do Templo e soava o Shofar para que fosse ouvido em todo vale ao redor. Assim que o sacerdote soava o Shofar, os tementes a Deus, verdadeiros servos, interrompiam imediatamente a colheita, mesmo que ficasse ainda mais para ser colhido, deixavam tudo lá mesmo, no campo. Era época de trigo e eles paravam tudo e se dirigiam para o Templo, para adoração do dia de ano novo, a Festa das Trombetas.
Jesus usou essa ilustração para descrever a sua Segunda Vinda. Paulo associa claramente o “soar das trombetas” com a Segunda Vinda de Cristo sobre as nuvens (1 Tessalonicenses 4.16-17 e 1 Coríntios 15.51-52). Isaías associou o uso do Shofar com a vinda do Messias (Isaías 51.9 e 60.1). Paulo associou o despertamento estrondoso com o Shofar e com o arrependimento dos pecados e citou Isaías 60.1 em Efésios 5.14-17.
Rosh Ha’Shanah é também chamado de Yom Ha’Din, o Dia do Juízo, uma época em que as cortes celestiais se reúnem e fazem uma análise completa da vida de cada pessoa. Os 30 dias de Elul, antes do primeiro dia de Tishrei é, então, tempo de se voltar para Deus e os 10 dias que precedem ao Yom Kippur (Dia do Temor, Expiação), são chamados de Dias de Temor ou “Os Dias Terríveis”. Exatamente como o Judeu faz anualmente, vemos que precede o encerramento do Rosh Ha’Shanah e que inaugura o “Dia do Senhor” (Sofonias 2.1-3). Uma curiosidade relevante, os rabinos ensinam o seguinte:
  1. No Rosh Ha’Shanah cada pessoa é julgada.
  2. Deus abre três livros e todos aqueles que tinham se voltado para Ele, seus nomes estavam escritos no Livro dos Justos.
  3. Depois disso Deus divide o restante em dois grupos:
a) O primeiro grupo é o Rashim (completamente iníquo) e seus nomes são escritos no Livro dosRashim, um livro que contem os nomes daqueles que são totalmente ímpios. O destino dos Rashimé selado no Rosh Ha’Shanah porque eles rejeitaram, por suas próprias escolhas, a salvação provida por Deus pelo Seu Messias.
b) O segundo grupo é chamado de Intermediários. Esse é o maior grupo e que nem é considerado justo ou completamente iníquo. A esse grupo é dado 10 dias a mais para se arrepender, antes do início do Yom Kippur. Se eles se arrependerem até o Yom Kippur, então seus nomes são escritos no Livro dos Justos, mas se não, vão para o Livro dos Completamente Iníquos. O destino de cada um é determinado no Yom Kippur.
Expiação
A palavra expiação, kipper, literalmente significa “cobertura do pecado”. A oferta pelos pecados oferece o perdão de Deus ao ofensor, uma expiação pelo pecado. O Yom Kippur ocorre no dia 10 de Tishrei e é o dia de adoração mais solene e mais sagrado no Judaísmo. Ele é chamado de “O Sabbath dos Sabbaths”. Esse é o dia em que todo Israel chora por seus pecados. Esse é o único dia do ano em que o sumo-sacerdote entra no santíssimo lugar ou “santo dos santos”, o lugar mais sagrado.
Deus revelou Sua intenção de que o Yom Kippur deveria ensinar o perdão de todas as dívidas; a libertação daqueles que estavam em algum tipo de servidão e o retorno das possessões. Quando Ele instituiu o Ano do Jubileu, a cada 50 Yom Kippur teria que ser um jubileu mesmo, ou seja, um júbilo. Era uma prática que deveria começar 50 anos depois de sua instituição, no entanto essa celebração ainda não foi realmente celebrada de verdade. Israel ainda aguarda a celebração completa do seu primeiro Jubileu, que vai acontecer quando o Messias retornar.
Yom Kippur, ou Dia da Expiação, vem da palavra Kaphar que quer dizer “cobrir”. Jesus é a nossa propiciação ou cobertura, Ele é a nossa expiação que apaga completamente os nossos pecados.
Tabernáculos
A Festa dos Tabernáculos ou Sukkot é também chamada de “Festa das Tendas” ou “Festa das Cabanas” (Sukkahs). A Festa do Senhor e a Festa do Recolhimento da Colheita. Essa é a terceira das Festas da colheita, uma grande temporada de júbilo e alegria. Começa 5 dias após o Yom Kippur, no dia 15 de Tishrei, na lua cheia e dura 7 dias. A Festa comemora a provisão e o abrigo de Deus durante o êxodo e ilustra Sua habitação no mundo porvir, a Nova Jerusalém. A Festa dos Tabernáculos continuará a ser celebrada durante o reino milenial de Cristo (Zacarias 14.16-19).
O sétimo dia da Festa dos Tabernáculos foi chamado de Hosha’Na Rabba, que significa o Dia da Grande Hosana. Assim como todos os dias os sacerdotes derramavam água no Templo durante a Festa dos Tabernáculos, Jesus também se colocou no monte do Templo e declarou ser a verdadeira Água da Vida, a Vida no Espírito, estava sendo derramada de dentro Dele mesmo. Durante a Festa dos Tabernáculos, o Monte do Templo ficava impressionantemente iluminado com muitas tochas e lanternas. No Templo completamente iluminado Jesus declarou ser Ele mesmo a verdadeira Luz. Essas tradicionais alusões à água e à luz, como aqui mencionados, lembram parte do descritivo da Nova Jerusalém que desce do céu, conforme está escrito no livro de Apocalipse 21.9-27.

Jesus em pessoa é o nosso Sukkot, nosso verdadeiro tabernáculo que habitará perpetuamente entre os homens.

O CRENTE E O FRUTO DO ESPÍRITO

O CRENTE E O FRUTO DO ESPÍRITO 



“Quero ser igual a Jesus, caminhar seguro na luz. Conhecer ao Pai e fazer Tua vontade; tudo aquilo que Jesus aqui fez, também quero eu fazer...”. 

 Este cântico é uma verdadeira oração. E, que sem dúvida todo o crente deve fazer e buscar viver em sua vida. Esta realidade Deus a quer para as nossas vidas. (Ef. 4.13) Mas questiona-se: como vivê-la? Como imitar a vida de Cristo? 

Ao entender a função do Espírito Santo, o crente poderá responder a estas perguntas. Na proclamação da promessa do Espírito Santo (João 14.16), Jesus também revelou um pouco de sua função, em especial na vida do crente. 

Em João 16.14, encontramos o resumo da função do Espírito Santo no mundo. Entendemos pelo texto, que o Espírito Santo veio para “glorificar ao Senhor Jesus Cristo”. Desde o toque no coração do pecador, onde ele se converte (João 16.8-11), até sua capacitação na vida cristã, (Rm 8.11-16), o objetivo final do Espírito Santo é glorificar o nome do Senhor Jesus Cristo. 















O Crente é o templo do Espírito Santo. (Ef.1.13,14) ao permitir ser controlado pelo Espírito Santo, esse crente estará produzindo o Fruto do Espírito. Em Efésios 5.18 lemos: “Enchei-vos do Espírito”. o contexto bíblico é que o crente deve “deixar-se encher”, e isto se dá através das santificação de sua vida, e assim alcançará a Plenitude do Espírito. Vivendo esta realidade ele produzirá o Fruto do Espírito. Já na expressão “não vos embriagueis com vinho”, a realidade é oposta. Nela o pecado abunda. Para entendermos, esta expressão fala do embriagar de nós mesmos. Com certeza a carne estará falando alto e o pecado reinando nesta vida. Fruto do Espírito Santo, Dom do Espírito Santo e dons do Espírito Santo são distintos. 

• O DOM DO ESPÍRITO SANTO – É o próprio Espírito que recebemos quando cremos e aceitamos o Senhor Jesus como nosso Senhor e Salvador pessoal. (At.2,38; Ef.1.13) 

• Dons do Espírito – “São as capacitações especiais que o Espírito confere aos crentes para a realização de ministérios específicos na igreja e no serviço cristão”1 

• O Fruto do Espírito Santo – É o tema da lição de hoje. 

VERDADES NA VIDA DO CRENTE QUE NÃO PRODUZ O FRUTO DO ESPÍRITO 

• São comparados como crianças em Cristo.(I Co. 3.1-3). 

• Vivem segundo a carne. (Rm 8.8) • Não amam a Palavra de Deus. (Jo.14.23) 

• Não vivem em oração. (I Ts 5.17) • Não cumprem o ide de Cristo. ( At.1.8) 

• A adoração é o louvor deste crente não agrada a Deus. (Hb 13.15) 

• O pecado continua imperando. (Rm 6.6; Cl 3.3) 

• Não se consagra a Deus. ( Rm 2.1,2) 

• Não vive na alegria da Salvação. (Sl 51.12) 

No viver deste crente carnal a realidade será a produção das obras da carne. (Gl 5.19- 21) mas, na vida do crente espiritual, há a produção do “Fruto do Espírito.” (Gl 5.22,23) O caminho para esta vitória é: Santificação, consagração de vida a Deus, o que sem dúvidas levará o crente a uma vida abundante e assim chegar a plenitude do Espírito para que o Fruto do Espírito possa se manifestar. A Bíblia diz “Fruto” e não “Frutos”. Esta é a verdade de um único Fruto que se manifesta em nove virtudes que são inerentes da Pessoa do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e que o Espírito santo procura manifestar na vida do Crente. 

 Vamos ler Gálatas 5.22,23. 

1- AMOR – Este é o amor de Deus, o ágape. ( João 3.16) o amor altruísta. Ele pode amar até os inimigos. Este amor é concedido ao crente no ato da conversão e recebimento do Espírito de Deus. (Rm 5.5) Esse amor é Vertical (Deus) e Horizontal (Próximo). (Mc 12.30,31) “O amor é a base de todo relacionamento perfeito no céu e na terra.”2 (I Jo 4.7-12) Jesus é o nosso exemplo: Mc 10.21; Jo 11.33-36; Lc 23.34 

2- ALEGRIA – Esta é a alegria que vem do Senhor, independente das circunstâncias. (Jo 16.22) É experimentada na vida do Crente, através da certeza que ele tem de que foi liberto pela Graça de Deus. (Jo 8.32; 8.36). 

Jesus é o nosso Exemplo: Jo 15.11 

3- PAZ – O que é Paz? “Paz é uma atitude de serenidade, calma e força, tranqüilidade e quietude de espírito, produzida pelo Espírito santo, mesmo na adversidade e nas tribulações.”3 Esta paz é prometida ao Crente por Cristo. (Jo 14.27) Ela vem do amor a Palavra de Deus. (Sl 119.165) O crente precisa buscar esta paz. (Sl 34.14) Jesus é o Exemplo: João 14.27, 16.33 

4- LONGANIMIDADE – É a qualidade vivida pelo Crente que produz o Fruto do Espírito, onde Deus lhe concede a perseverança necessária diante das pessoas que erram e pecam lutando contra este servo de Deus. A longanimidade leva o crente a esperar que estas vidas sejam transformadas pelo poder de Deus. O Crente deve andar com longanimidade (Ef.4.2) e revestir-se de longanimidade. (Cl 3.12). Jesus é o nosso Exemplo: Lc 9.51-55 

5- BENIGNIDADE – A palavra benignidade está associada a idéia de bondade, brandura; está ligadas também ao amor, compaixão e misericórdia. (Ef. 4.32) Deus é Benigno (Lc 6.35). Jesus é o nosso Exemplo: Lc 7.36-50 

6- BONDADE – Bondade é a qualidade de bom. Deus é o maior exemplo de bondade. Esta qualidade que ó Espírito concede ao servo de Deus, é exercida através da generosidade em ação em relação ao seu semelhante. (Ef. 4.32). 

7- FIDELIDADE – Fidelidade vem da palavra “fiel”, que quer dizer leal, honrado, verdadeiro, que não falha. Daí também, pensarmos na confiabilidade total, na lealdade absoluta. Aquele que é digno de confiança. Devemos ser fieis a Deus, Sua Palavra e ao nosso próximo. Deus é Fiel. (Sl 119.90), a fidelidade do Crente deve ser até a morte. ( Ap. 2.10). Jesus é o nosso Exemplo: Ele foi fiel a Palavra do Pai. (Mt. 26.52-54) A obra do Pai. (Jo 9.4) E à vontade do Pai. (Lc 22.42). 

8- MANSIDÃO – Na mansidão a força e a brandura estão juntas. Traz a idéia de serenidade, tranqüilidade. A Bíblia diz que “os mansos herdarão a terra”... (Sl 37.11). O Crente deve andar em “toda a humildade e mansidão”. (Ef. 4.1,2). Deve também estar revestido de mansidão. (Cl 3.12) Jesus é o nosso Exemplo: Mt. 11.28,29 

9- DOMÍNIO PRÓPRIO – Ao exercer o Crente o domínio próprio, evidencia-se o autocontrole. A autodisciplina, a temperança e a moderação. Nos momentos conflitantes onde normalmente onde se perderia o controle, todo o querer pessoal deste crente fica sob o domínio de Cristo. (Fl 4.5) Jesus é o nosso Exemplo: Lc. 23.6-11; Mt. 26.63-68. 

Conclusão: Para sabermos se na vida do Crente a Plenitude do Espírito é real, é necessário que se observe se nesta vida há a manifestação do Fruto do Espírito. Em Gálatas 2.20, lemos que já não é mais o Crente que vive, mas Cristo vivendo nele. Quando Cristo reina soberanamente na vida do Crente, sem dúvida ele produzirá o Fruto do Espírito. Que possamos buscar no Senhor o crescimento espiritual para atingirmos a Plenitude do Espírito e produzir o Fruto do Espírito em nossa vida diária, e assim o nome do nosso Senhor Jesus Cristo ser glorificado pelo nosso viver. (Mt. 5.16) 


By Pr. Waldyr Silva do Carmo. 


BIBLIOGRAFIA: - Bíblia Sagrada. - Maturidade Cristã – J.M.N. – JUERP. 14.ed.

SALVAÇÃO: MÉRITO OU GRAÇA ?

SALVAÇÃO: MÉRITO OU GRAÇA ?
Por Brain Maiden





Praticamente todos os sistemas religioso, com exceção do Cristianismo, são, em escala maior ou menor, religiões de méritos e de obras. Eles invariavelmente nos apresentam maneiras pelas quais podemos nos salvar a nós mesmos: uma lei a guardar, um ensino a seguir, rituais a cumprir, sacrifícios a oferecer. O homem ganha sua salvação através de esforços religiosos ou morais, de um tipo ou de outro. O Cristianismo, porém, é uma religião de graça, ou seja, é impossível merecer a salvação: mas ela é recebida como um presente gratuito, imerecido e indevido, da parte de um Deus amoroso e misericordioso. O evangelho proclama que Deus salva, aceita e perdoa as pessoas tal como se encontram, em sua falta de mérito  e em sua culpa. Nada podemos fazer para merecer o favor de Deus. Apenas nos aproximamos dele e confiamos em sua misericórdia.
É óbvio que isso não significa que o cristão não se interesse em fazer o bem.  O Novo Testamento é explícito em afirmar que um crente em Cristo deve ser “zeloso de boas obras”, mas isso porque ele é um cristão, e não a fim de se tornar um cristão. Deus salva os pecadores simplesmente porque deseja fazê-lo, e ele o faz através da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A tentativa de acrescentar algo à graça de Deus ou à obra de Cristo através de esforços pessoais para alcançar a retidão pessoal é o que de mais prejudicial existe. A única maneira de sermos salvos é quebrando e despedaçando nossa atitude de retidão pessoal e de autoconfiança, e nos aproximando, humildes e arrependidos, de um Deus de misericórdia e graça. Essa é geralmente a coisa mais difícil que há para nossa natureza orgulhosa e auto-suficiente.
As diversas religiões do mundo se opõem diametralmente a isso.  O hindu alcança a “libertação” através da meditação, da disciplina e da devoção. O budista theravada alcança a salvação pessoal ao vencer todo “desejo”, como conseqüência de seguir as quatro honoráveis verdades e a senda óctupla. O Islamismo é também, em grande parte, uma religião de obras. Tive o privilégio de conversar sobre a fé cristã com muçulmanos devotos, sauditas e kwaitianos. Ao abordar a questão do perdão, invariavelmente me garantiram que Alá, de fato, perdoava os pecados; mas jamais encontrei um muçulmano que pudesse dizer, com segurança, que todos os seus pecados haviam sido perdoados e que ele iria para o céu. Parecia que Alá perdoava aqueles que mereciam ser perdoados. A glória da fé cristã reside em que Deus perdoa gratuitamente aqueles que não merecem ser perdoados e que não conseguem erguer um único dedo para se ajudarem a si mesmos.
A mensagem do Novo Testamento é que nossa salvação é alcançada inteiramente, não por nós, mas por Deus. Não é uma questão de encontrarmos Deus, mas sim de Ele nos encontrar. É por essa razão que, ao contrário dos seguidores de muitas outras religiões, o cristão pode Ter certeza absoluta de sua aceitação definitiva por parte de Deus, e de sua entrada no céu. Enquanto os outros só podem contar com a esperança de terem “feito o suficiente”, o cristão pode Ter o conhecimento certo e seguro de que “Deus já fez tudo” por ele, através de Cristo.

Temos, portanto, de decidir entre o Cristianismo e todas as demais religiões. Ou nós mesmos nos esforçamos para que Deus nos aceite, ou Deus, na Sua misericórdia, nos aceita e nos salva do jeito que somos. É uma diferença fundamenta. E é impossível que ambas as colocações sejam igualmente certas.